Hiper 19

hiper19Ok! Tenho de dizer-vos isto desde já. Não sei qual é o nome desta revista. Mas não é grave… A Goody também parece que não sabe. Num sítios escreve Hiper Disney, noutros Disney Hiper. Na net também tenho visto vários blogues chamarem-lhe as duas coisas. No inducks, aparece como Disney Hiper.

Então tive a grande ideia de fingir que se chama só Hiper e resolvi assim a questão. Mas a ideia nem é minha. Nas divulgações que vi da editora na net também lhe chamam assim 😀

Outra coisa que também nunca percebi foi porque dizem que a revista é de um mês se sai a meio do mês anterior. É a única mensal (fora os Carros) em que fazem isso. Mas também não interessa nada… Como é a revista de julho (que saiu a meio de junho), decidi falar dela agora.

A Hiper Disney da Abril Morumbi sempre foi uma grande revista, em páginas e não só… E era bem fixe o desenho que era formado pelas lombadas de cada ano. Nos últimos tempos da Edimpresa tínhamos lá personagens que eram pouco publicados nas outras revistas, com destaque para o Zé Carioca (saudades!) e o Pateta. Havia histórias grandes e pequenas, o PK (saudades!) e muito material inédito!

Esta Hiper da Goody não sei bem o que é… ainda não percebi a sua “personalidade”. Tanto tem histórias mais antigas, como apenas coisas recentes. Como todas as outras revistas,  só publica histórias italianas (diz-se por aí que são mais baratas), o que diminui a variedade do que pode ser escolhido, e até hoje nunca consegui perceber qual é a lógica da seleção das histórias. E esta seleção estranha existe porque o mix das revistas raramente é igual ao das revistas estrangeiras. Isto prova que a editora escolhe as histórias.

Mas vamos lá ver então a Hiper 19. A capa é genérica. É raro a Goody publicar capas com desenhos das histórias e acho que na Hiper nunca o fez. Para não variar, a capa é da revista I Classici Disney (fica a dica para quem indexar as revistas no inducks). Até ajudo mais, esta é da I Classici Disney 447.

Vou ignorar as histórias de 1 página nesta crítica. As outras saíram entre 2001 e 2007.

MÉDIO +:
– Intriga em Duckport (I TL 2380-1): Não sei se estava com saudades de ler uma história com o Capitão Mobidique mas até gostei da história.  Já tinha lido uma desta série na Hiper 6 e não tinha gostado. Pena! Esta, que é a primeira, prometia uma série fixe.

A SÉRIO??? PORQUÊ???
– Mickey – O Ceptro de Dromatan (I TL 2403-1): achava que ia ser bom; fiquei desapontado 😦 Seriam as minhas expetativas muito altas?
– Brigite, Filomeno – Viagens Arriscadas (I TL 2482-1): anda aí muita boa gente a gabar o Giorgio Cavazzano. Eu também acho que é muito bom. A única diferença é que lá por uma história ter o nome dele não quer dizer que seja boa. Até porque o homem desenha o argumento que lhe dão… E eu detesto o duo Brigite & Filomeno! Há alguém que também os deteste? Comentem aí…
– Pato Donald – O Curso do… Discurso (I TL 2470-5): a sério? porquê???
– João Bafo-de-onça – A Tia com que não Contavas (I TL 2461-2): “Esta encarnação” do Bafo-de-onça só me irrita a mim????
– Bombom Sorriso – No Vale do Ouro Negro (I TL 2425-6): Nunca fui muito à bola com o Bombom Sorriso. E vocês? Ao menos, que publicassem a primeira história onde apareceu, a ver se percebia de onde e porque é que este pato surgiu…
– Pato Donald – O Guardião da Amizade (I TL 2359-2): Boa para bocejar.
– Indiana Pateta – A Oitava Nota (I TL 2417-1): Não sou grande fã do Indiana pateta mas gosto de algumas histórias. Desta não!
– Peninha – Porteiro do Sarilho (I TL 2704-3): Não consigo gostar do “Peninha italiano”.
– Gansolino – A Invencível Moleza (I TL 2465-2): 25 páginas com o Gansolino. Que mal fiz eu????
– Tio Patinhas – A Caixa-Forte para o Jogo (I TL 2461-5): um bocado seca.

Vamos lá então sistematizar isto:

O BOM
– Tem uma história que é boa suficiente para me deixar curioso por uma série. Infelizmente, não há garantia que as restantes histórias da baía sejam boas; a do Hiper 6 não era! Mas também ninguém me diz que as outras histórias desta série sejam publicadas e muito menos regularmente.

O MAU
– Quase nenhuma história que valha a pena

VEREDITO
Não comprar!
Esta é mesmo só para os colecionadores de BD Disney que querem comprar tudo. Mas desconfio que mesmo esses não conseguirão ler a maioria das histórias.

Para os amigos brasileiros que queiram fazer comentários individuais às histórias, eis uma ajudinha:
– O Cetro de Dromatan: saiu na revista brasileira Na Terra dos Faraós 1 (o que acharam?)
– as outras acho que não saíram no Brasil.

A capa foi rapinada daqui.

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18 thoughts on “Hiper 19

  1. Vou-te ser sincero: respeito as tuas opiniões, mas não concordo em catalogar a qualidade das histórias de bd DISNEY pelo facto de se gostar ou não de uma dada personagem, ou da variação nacional de uma dada personagem (ex.: Peninha italiano). :\
    Refiro ainda que HISTÓRIAS DA BAÍA – INTRIGA EM DUCKPORT é daquelas histórias de bd DISNEY em que é preciso tomar atenção em toda a história para não perder-mos o fio à meada na narrativa, senão arriscamos a não perceber a história a partir de onde não lemos com atenção (não quer dizer que histórias de bd DISNEY com esse tipo de argumento sejam más, por exemplo, HISTÓRIAS DA BAÍA – INTRIGA EM DUCKPORT está no top 4 das melhores histórias do HIPER DISNEY Nº 19)! 😛

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    1. Tiago – Ganhaste o prémio virtual de primeiro a comentar 😀
      Ó pá, se não gramas uma personagem vai ser difícil gostar da história que ela protagoniza, mas felizmente tenho muitas e boas exceções. Nesta revista é que não, infelizmente…
      Não percebi muito bem o que queres dizer com ter de se estar com atenção. Se significa que é um argumento menos simplista é uma coisa boa!!!
      O que é isso do top4??? Gostaste mais de outras 3 histórias? Comenta aí quais foram!!!

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      1. Eu sei que não é fácil, mas tenta avaliar a história em relação ao argumento e à arte, e não às personagens que tem, e nem sequer à variação de caracterização do país onde é feita a história de bd DISNEY – penso que não seja justo avaliar o trabalho de autores de bd DISNEY só porque as personagem(ns) que o(s) argumentista(s) escolheu/escolheram não nos caiu/caíram no goto! :\
        Os argumentos em que tens de estar atento é quando numa história, à histórias posteriores e/ou paralelas que se entrelaçam, tornando o enredo mais complexo. Mas, quanto a isso, não te sei explicar muito bem, confesso (lol)! 😛
        Bom, quando ao meu top 4 da HIPER DISNEY Nº 19, as outras histórias são (sem ordem de preferência), com as melhores explicações possíveis para a minha escolha:
        – COWBOY BOMBOM NO VALE DO OURO NEGRO – a arte não é mal feita, o enredo é engraçado, gostei do Bombom Sorriso ser retratado com mais cabeça e menos parvoíce do que habitualmente é retratado, dando gosto em vê-lo a saber resolver os contratempos que lhe surgem, além de ser bom ver o seu criador, Corrado Mastantuono, a desenvolver mais a personagem (sim, o Bombom é uma personagem da sua autoria, e olhem que tem sido desenvolvida ao longo dos anos!);
        – DONALD E O GUARDIÃO DA AMIZADE – apesar de não gostar muito da carantonha dos Irmãos Metralha, os desenhos estão espectaculares (acho que são dos melhores que vi da autoria do Giulio Chierchini – por exemplo, em certas vinhetas, o Pato Donald, da forma como foi desenhado, fez-me lembrar um pouco o Pato Donald dos desenhos animados dos anos 40 [lol!]), o argumento é engraçado, foi bom ver o típico Tio Patinhas italiano, da forma como o saudoso argumentista Guido Martina o retratava nas histórias que escrevia – cínico, arrogante, irritadiço, sacana e sem escrúpulos (foi brutal a forma como levantou falsos testemunhos contra os índios!) – gostei de ver os protagonistas a, tirando as cacetadas dadas aos netos do Vovô Metralha (bem dadas [lol]!), derrotar os adversários sem violência física, gostei da forma como a história mostra que diferentes raças/etnias podem ultrapassar o preconceito de um para outro e vice-versa e conviver e ajudar-se mutuamente com algum esforço de ambas as partes, só não gostei do final injusto para o Donald (embora fosse MUITO justo para o Patinhas [lol]!);
        – TIO PATINHAS E A CAIXA-FORTE PARA O JOGO – a arte é engraçada (o Francesco Guerrini desenha mesmo de forma única na bd DISNEY!), o argumento idem, voltamos outra vez a ver o típico «Zio Paperone», com o devido final que lhe foi merecido (digamos que os Metralhas, algo injustiçados ao verem o pato mais rico do mundo a encher os bolsos de dinheiro à custa da imagem deles e eles nem verem a cheta que mereciam, também tiverem um final merecido)! 🙂

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        1. Tiago – não podemos ter todos a mesma opinião e isso é bom. Acho que és demasiado bonzinho 🙂 Mas acho que ao ler o que achaste dessas 3 histórias o que destaquei foi dizeres coisas do tipo “não é mal feita”, “apesar de não gostar muito”, “é engraçado”. Isso faz-me pensar que só estão no teu top porque não havia nada melhor na revista. São na tua opinião mais medianas que excelentes. Ou estou a ler mal ou foi o que me pareceu. E se li bem estamos de acordoque há Hipers da Goody bem melhores!

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      2. De facto, há HIPER DISNEY bem melhores! 😉
        Mas porque é que a GOODY PORTUGAL não volta a apostar em histórias de bd DISNEY mais antigas para serem publicadas no HIPER DISNEY (os primeiros números dessa publicação de bd DISNEY tinhas essas histórias)? >:S

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  2. Concordo com o Tiago. Alguns critérios usados para ‘avaliação’ das histórias não me parecem muito justos.
    Seja como for, e em relação à 1ª parte do texto, acho que tem algumas incoerências. Por exemplo, eu tenho muitos dos Hiper Disney antigos e posso quase jurar que quase nenhum tinha um tema recorrente em todas as suas histórias. Isso nunca aconteceu nos Hiper, não sei porque é que com a Goody isso deverá importar. Acho também que a editora nunca teve duvidas ao que chamar à revista, já os blogs que dela falam é outra história. Mas penso que a Goody nao tem culpa nenhuma disso.

    Por fim, também acho que estes Disney Hiper não são tão bons como os antigos. Mas discordo de longe com o quadro tão negro que pintam deles.

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    1. Luis – obrigado pelo comentário. Vou explicar melhor aquilo dos Hiper Disney antigos. Eles não eram temáticos, claro. O que quis dizer é que tinham definido o que era publicado lá. Por exemplo nos últimos anos se querias ler Zé Carioca ou PK era nessa revista que saíam. Era essa estratégia que dá coerência a uma revista. Ou então é tudo a mesma coisa, só muda o título e número de páginas.
      Eu não acho que a Goody se deva importar com o fantasma da Edimpresa. Até porque duvido que saiba o que saiu antes em Portugal. E não será no incompleto inducks que descobre. Tem é de se preocupar em fazer o seu trabalho.
      Na revista Hiper, está escrito Hiper Disney. No site da Goody, está escrito Disney Hiper. Percebes a incoerência?
      Eu acho que há uns Hiper melhores que outros, como em tudo. Tive pena de começar por este pois pode parecer que este é um blogue de um hater. Mas não é nada disso. Amanhã sai uma crítica melhor a outra publicação da Goody!

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      1. Olá Paulo,

        Há uns tempos atrás, coloquei essa questão à Goody. O facto de a revista ter o nome de capa Disney Hiper e na ficha técnica chamar-se Hiper Disney foi sempre uma guerra minha. Acontece que no início registaram a publicação como Hiper Disney, mas depois em termos de Design, supostamente para criar alguma coerência com o outro título (Disney Comix) decidiram por o Disney em cima. A justificação também teve a ver com o facto de limitações a nível da própria Disney que nos tempos da Edimpresa não controlava tanto como controla hoje os títulos Disney.
        Para mim sempre será Disney Hiper, até porque eles acabam por só chamar Hiper ao título (tal como só se diz Comix, ou Especial, ou Big).
        O Disney acaba por ser “silencioso”.
        No início eles queriam criar uma relação com o público, mostrar que o título que todos conheciam estava de volta, mas em termos gráficos não resultou lá muito bem, como podes notar.
        Em termos do Inducks, eu até agradeço que continue Disney Hiper pois é mais fácil a indexação e não causa confusão com o título anterior da Edimpresa.
        Mas o nome da ficha técnica é que conta, porque é o do registo e esse sempre será o Hiper Disney.
        Mas tenho esperanças que um dia contratem um Designer Gráfico (que é coisa que falta lá) e que surjam com um logótipo bem mais original e engraçado que tenha a ver com o nome de registo…

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        1. Nuno – quem tem de definir o nome é a editora. Não é o inducks nem os leitores. Como eu disse a editora escreve Hiper Disney nuns locais como dizes mas noutros está lá Disney Hiper. Costumo ouvir as participações da diretora na Rádio Zero e no último programa disse Disney Hiper. Talvez um dia tomem uma decisão e comuniquem. O nome das revistas pode ser mudado. Basta olhar para a da Minnie.

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  3. Paulo, eu nunca disse que deveriam os leitores a decidir o nome. Apenas referi que para quem indexa no Inducks (e quem pesquisa no Inducks) é mais simples, porque os Hiper Disney estão organizados por anos, enquanto que os Disney Hiper é por números. Se estivesse tudo com o mesmo título seria algo confuso para o indexador e leitor.
    Em relação a essa questão não é algo tão simples. Todos os nomes de títulos têm de ser aprovados pela Disney. E a mesma pode não ter gostado da sigla Disney depois do Hiper. Se reparares existe alguma coerência gráfica em todos os títulos Disney no mundo. A sigla Disney aparece sempre no topo, numa fonte específica onde não existe um “bold” ao estilo do clássico Hiper Disney. Isso foi algo que me foi dito há um tempo atrás. Se eles forem obrigados a colocar essa sigla em qualquer capa que publicam, ficaria algo como Disney Hiper Disney. O da Minnie obedece ao padrão, contendo esse “Disney” no topo.
    Agora, eu sou da opinião, como designer gráfico, que o Disney poderia ficar de outra forma (como a Topolino, por exemplo), abaixo, junto ao número e código de barras.E isso não invalidaria o Disney acima. (https://colecaodisney.files.wordpress.com/2014/07/tp2965.jpg)
    Mas como disse, o que conta é a informação na ficha técnica, que é a informação de registo do título. E o título foi registado como Hiper Disney.

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      1. Cá está. Pode ser uma mera questão editorial em que colocaram a marca registada em cima para criar coerência com os títulos a nível mundial ou pode ser a Disney a obrigá-los a fazê-lo…

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          1. já te argumentei isso acima. O Disney é suposto ser silencioso em todos os títulos. Em todas as conversas e reuniões que tive com a Editora, geralmente o nome utilizado é Comix, Hiper, Especial. Nunca se refere o Disney. O facto de teres ouvido um dia num programa de rádio a Clara a dizê-lo num contexto informal não significa que seja regra. Posso-te dizer que em todos os e-mails, press releases e informação diversa de contacto com a editora o Disney permanece silencioso. Daí nunca ter havido uma preocupação de esclarecer esse assunto (da parte deles).
            Eu pessoalmente gosto de referir o Disney e faço-o sempre em todos os meus sites / páginas. Mas isso sou eu.

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              1. Eu não diria isso. Eles chamam-lhe Hiper. Só Hiper. Eu diria que eles de início sabiam bem que nome queriam dar à revista: era Hiper Disney. Mas depois faltou-lhes um profissional (chamado Designer Gráfico) que pudesse criar um logótipo. E continua a faltar. Tens visto as publicidades? As capas desperdiçadas? A péssima balonagem/legendagem dos títulos? Tudo isso tem um preço…

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                1. Nuno – acho mais importante falarmos das histórias que do título da revista. Tu achas que eles lhe chamam Hiper. E tu achas que lhe deves chamar Disney Hiper. Eu não quero saber (sorry!). Apenas quis sublinhar que nas divulgações a Goody escreve Hiper, em vários locais da revista e no site da Goody escrevem Hiper Disney, noutros locais da revista e no site da Goody escrevem Disney Hiper. Eles que se entendam. E não nós, que nós não temos nada com isso…
                  E isso do Disney silencioso parece uma desculpa esfarrapada que alguém te deu. A revista Disney Comix italiana não se chama Comix, Chama-se Disney Comix, não há cá silêncios. Ou tem Disney no título ou não tem (não é por graficamente colocar a palavra Disney em cima de Topolino que passa a chamar-se Disney Topolino). E vai lá ver se não há revistas italianas com Disney no fim do título. Exemplos – Tesori Disney, I Maestri Disney.
                  Mas o que me parece é que enquanto nos distraímos a falar dos títulos ninguém comenta a qualidade das edições. Isso parece mais importante que a publicidade das revistas…

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